NO ÚLTIMO E MAIS IMPORTANTE DIA DA FESTA, JESUS LEVANTOU-SE E DISSE EM ALTA VOZ: “SE ALGUÉM TEM SEDE, VENHA A MIM E BEBA. QUEM CRER EM MIM, COMO DIZ A ESCRITURA, DO SEU INTERIOR FLUIRÃO RIOS DE ÁGUA VIVA.” (João 7.37,38)
Há algum tempo tive a oportunidade de adquirir uma pequena área situada na zona rural próxima a nossa cidade. A decisão por este lugar foi porque além de ter um gracioso riacho que percorre sua extensão, possui uma fonte de água límpida e pura. O primeiro passo foi canalizar esta riqueza para um reservatório, que sempre está transbordando e o excedente é levado para o riacho através de um cano. Em dias de calor escaldante um adorável programa é fazer um pic nic à beira do riacho e dali chegar ao reservatório, abrir o registro e deixar fluir de forma abundante aquela tão maravilhosa água para bebermos e nos refrescar nela.
Mas onde se encontra a água que possa saciar a sede da alma? Vivemos num mundo impregnado com tantos artifícios, a busca pelo poder, o avanço da tecnologia, as estéticas perfeitas e as performances impecáveis trazem a falsa sensação de plenitude. Porém, quanto mais o exterior é saciado, mais o interior grita ressequido. Nunca se ouviu falar tanto sobre depressão, tristeza, ansiedade, pânico tornando-se urgente encontrar saídas ou soluções para preencher este buraco invisível e incompreensível que se instala na alma humana.
No contexto acima, como toda a nação de Israel, Jesus estava na festa dos Tabernáculos ou das cabanas, um ritual obrigatório para o povo judeu que relembrava a peregrinação de seus ancestrais pelo deserto. Especificamente esta festa era um memorial do cuidado de Deus para com Seu povo, pois de forma sobrenatural fez brotar água da rocha para que não viessem a perecer. A cada manhã, durante os sete dias, o sacerdote trazia um jarro com a água da fonte de Giom até o templo e aspergia à volta do altar. Porém o último dia era o mais importante, pois eram trazidos sete jarros e sete voltas eram dadas ao redor do altar, e enquanto a água era derramada as trombetas eram tocadas sob a aclamação de todo o povo que se alegrava e glorificava a Deus.
Foi neste momento que Jesus se levantou no templo e bradou! Não estava apenas ensinando como sempre fazia, mas gritou em alta voz para que ouvissem que havia uma maneira de acabar com a sede que está no interior das pessoas. Jesus grita na festa para que a multidão ouça como saciar para sempre a sequidão da alma. Há poucos dias, paciente e amorosamente tinha revelado essa mesma verdade a uma mulher desalentada que havia perdido o sentido da vida, junto a um poço em Samaria de onde ela viera buscar água. Ela creu no Cristo que falava com ela, foi saciada e transbordou para toda uma cidade. Assim como na fonte da minha terrinha o reservatório está sempre cheio e permanece jorrando porque recebe sempre mais e mais provisão de água.
Através das eras o brado de Jesus continua ressoando, A Água da Vida continua sendo oferecida para todos, e aquele que Nele crer será saciado e nunca mais terá sede.
O convite do Mestre é também uma promessa, oferecido de forma gratuita, abundante e definitiva, o qual temos acesso pela fé, concedido pela graça, o favor imerecido: MAS AQUELE QUE BEBER DA ÁGUA QUE EU LHE DER NUNCA TERÁ SEDE, PORQUE A ÁGUA QUE EU LHE DER SE FARÁ NELE UMA FONTE DE ÁGUA A JORRAR PARA A VIDA ETERNA. (João 4.14)
Fonte: Colunista e Escritora do Portal Guarapuava Notícias Sonia Giorno