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Gaeco de Guarapuava prende nesta terça (7) policiais rodoviários estaduais por propina de R$ 140 mil via PIX

Gaeco de Guarapuava prende nesta terça (7) policiais rodoviários estaduais por propina de R$ 140 mil via PIX

O Núcleo de Ponta Grossa do Gaeco, também com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em residências

 

 

Policiais Rodoviários Estaduais da Polícia Militar do Paraná (PRE-PMPR) são alvo de duas operações dos Núcleos de Guarapuava e Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná . Nesta manhã desta terça (7 de outubro), as equipes cumprem mandados de busca e apreensão, de busca pessoal, mandado de prisão e arresto de bens e contas bancárias de militares acusados de cobrarem propina, via PIX, que totalizaram R$ 140 mil. São duas operações que ocorrem em conjunto: a segunda fase da Operação Rota 466 e a Operação Via Pix, ambas voltadas à apuração sobre possíveis crimes praticados por policiais rodoviários estaduais. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados.

 

2ª FASE DA ROTA 466

 

Na segunda fase da Operação Rota 466, o Núcleo de Guarapuava do Gaeco, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, três mandados de busca pessoal, um mandado de prisão e arresto de bens e contas bancárias. As buscas foram cumpridas nas cidades de Guarapuava, Imbituva, Ponta Grossa, Laranjeiras do Sul, Guaraniaçu e Pitanga. Nesta etapa, o objetivo dos mandados foi aprofundar as investigações, já que foram encontradas provas de crimes de outros três policiais militares que ainda não tinham sido alvos na primeira etapa, sendo dois deles da Polícia Rodoviária Estadual. Os policiais foram afastados de suas funções operacionais.

 

Segundo o apurado, os agentes exigiam propina de condutores flagrados por infrações de trânsito ou de pessoas que trabalhavam com salvamento de cargas tombadas, configurando possíveis crimes de concussão, corrupção passiva e lavagem de ativos. Além disso, foram descobertas outras pessoas físicas e jurídicas que realizavam a lavagem dos valores de propina por meio de suas contas bancárias, que também foram alvos de busca. Um ex-comandante do Posto de Polícia Rodoviária de Guarapuava, que já tinha sido alvo de primeira fase da operação, foi preso preventivamente. Após a deflagração das investigações, descobriu-se que ele praticou inúmeros outros crimes de corrupção, recebendo pelo menos R$ 47 mil de propina, além de ter tentado atrapalhar as investigações, dificultando a colheita de provas.

 

OPERAÇÃO VIA PIX

 

O Núcleo de Ponta Grossa do Gaeco, também com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em residências e postos policiais nos municípios de Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Jaguariaíva, Arapoti, Wenceslau Braz e Siqueira Campos. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, que também determinou o afastamento das funções operacionais de sete policiais rodoviários estaduais, além do bloqueio de contas bancárias. As investigações tiveram início em março de 2025, a partir de informações fornecidas ao Ministério Público pelo 4º Comando Regional da Polícia Militar, que foi procurado por motoristas profissionais que relataram estarem sendo extorquidos por policiais rodoviários na região de Piraí do Sul. A apuração revelou uma estrutura sofisticada de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo os policiais militares, empresas e civis.

 

Durante a fiscalização das rodovias estaduais, em blitz ou em frente aos postos policiais, os investigados exigiam vantagens indevidas de motoristas sob os mais diversos pretextos, muitos deles sem qualquer base legal, e somente liberavam os veículos após o pagamento, que poderia ser em dinheiro ou por meio de transferências bancárias por PIX, geralmente para contas “laranjas” de empresas e civis. Também foi possível identificar quase uma centena de motoristas que fizeram pagamentos por exigência dos policiais, e parte dessas pessoas já foi ouvida durante a investigação. Somente com base nas contas bancárias identificadas até agora, entre dezembro de 2024 e agosto de 2025. os investigados receberam ilegalmente em torno de R$ 140 mil por meio de pagamentos por PIX.

 

(Foto Gaeco-PR)

 

 

Fonte: Gorpa Notícias com MP-PR

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